Amor é a paixão remediada e curada pelo tempo.
Ricardo Melo
quarta-feira, maio 13, 2009
terça-feira, maio 05, 2009
Não é lindo?
O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade
Vote na foto!
sábado, abril 25, 2009
Mais do que imaginamos, menos do que poderíamos
Somos mais pacientes do que imaginamos
Poderíamos ainda ser mais do que somos
Uma das coisas preciosas que a vida insiste ensinar todos os dias é ter paciência
Ser paciente pode significar muitas coisas
Prematuramente será paciente no hospital aquele que não exercitar a paciência
Paciência não simboliza falta de agilidade
As definições que encontrei no dicionário não me deixaram contente, muito pelo contrário
Então compartilho de um dos meus próprios conceitos de paciência
Sentir-se bem ou conseguir se portar saudavelmente quando todos os recursos possíveis foram aplicados para que o esperado aconteça, mesmo que esse esteja fora do prazo, e ainda, manter-se com bom estado de espírito enquanto buscam-se os recursos (ficará mais claro em seguida)
Poderia criar outros significados, mas basicamente para mim, o que faltou no dicionário foi enfatizar que a paciência na maioria dos casos deve vir atrelada a uma emoção boa
O dicionário até cita isso, mas explora mais alguns termos como: resignado, consentir etc. ou coisas do tipo: “virtude que consiste em suportar os dissabores e infelicidades”, Houaiss.
Até entendo os motivos gramaticais e também os casos em que o exercício de paciência esteja vinculado a alguma doença etc., mas o objetivo aqui é propor uma elevação em nosso comportamento relacionado a coisas do dia-a-dia, principalmente no trabalho e relações
Sejamos, portanto, PPPs, pessoas pacientes plus, donos de uma paciência além do comum
Por maior influencia que possamos exercer, a paciência mostrar-se-á necessária no cotidiano
As máquinas, computadores e outras ferramentas podem nos deixar menos tolerantes
Tolerância e paciência caminham juntas
Às vezes penso que nos identificamos tanto com dispositivos eletrônicos etc. a ponto de achar-nos semelhantes a eles, ou esperamos comportamentos de seres humanos iguais aos esperados de um aparelho qualquer, programa e assim por diante
Ser humano é muito mais complexo, por isso imprevisível
Paciência para saber que as coisas quase nunca chegam prontas para usar, vestir, dirigir etc. Também para saber que tudo estraga, envelhece, acaba e muito mais
A mesma paciência nos relacionamentos
Ou até mesmo antes de começar um! Sim, existem os que começam acabando
Muitos quando querem conquistar alguém
Ficam afobados e sufocam o parceiro
Qual será o próximo passo dessa relação?
Paciência colega, o começo de uma amizade, ou proximidade afetiva determina muitos aspectos da continuidade dela
Muitos que reclamam dentro de uma relação antiga sinalizam carência de paciência lá no começo, pois se expuseram demais, tomaram atitudes indevidas, mostraram-se seres que não eram
Paciência ao ouvir a música Paciência de Lenine, cantor, poeta e compositor
Paciência quando não formos atendidos da maneira que esperávamos
Vale esclarecer: ser exigente não significa impaciência
Pode-se exigir pacientemente, até porque quase sempre o cumprimento da exigência irá favorecer muito mais aquele que necessita melhorar do que o individuo exigente
Opa! Olhei o relógio e lembrei-me de um compromisso
Estou dirigindo e o semáforo a minha frente não abre
Meu celular tocou, fornecedores irão atrasar o pedido
Aquele grande projeto nunca é concluído
O telefone não toca, ou toca demais
Quanto estímulo ao exercício da paciência plus
E quase sempre desperdiçamos!
A paciência torna-se mais fácil quando nos predispomos a ela
Nada mais chato do que viver ao lado de um impaciente
Geralmente são intolerantes, insuportáveis e vários outros “in” alguma coisa
Exercite a paciência consigo mesmo e depois leve para os outros
Paciência para ouvir os outros falarem, demonstração de boas maneiras
Paciência para ler o texto do Ricardo até o fim!
Esse chato que fica escrevendo sobre paciência!
Paciência tem limite, não? Se sua resposta é sim, estenda-o...
Ricardo Melo
Poderíamos ainda ser mais do que somos
Uma das coisas preciosas que a vida insiste ensinar todos os dias é ter paciência
Ser paciente pode significar muitas coisas
Prematuramente será paciente no hospital aquele que não exercitar a paciência
Paciência não simboliza falta de agilidade
As definições que encontrei no dicionário não me deixaram contente, muito pelo contrário
Então compartilho de um dos meus próprios conceitos de paciência
Sentir-se bem ou conseguir se portar saudavelmente quando todos os recursos possíveis foram aplicados para que o esperado aconteça, mesmo que esse esteja fora do prazo, e ainda, manter-se com bom estado de espírito enquanto buscam-se os recursos (ficará mais claro em seguida)
Poderia criar outros significados, mas basicamente para mim, o que faltou no dicionário foi enfatizar que a paciência na maioria dos casos deve vir atrelada a uma emoção boa
O dicionário até cita isso, mas explora mais alguns termos como: resignado, consentir etc. ou coisas do tipo: “virtude que consiste em suportar os dissabores e infelicidades”, Houaiss.
Até entendo os motivos gramaticais e também os casos em que o exercício de paciência esteja vinculado a alguma doença etc., mas o objetivo aqui é propor uma elevação em nosso comportamento relacionado a coisas do dia-a-dia, principalmente no trabalho e relações
Sejamos, portanto, PPPs, pessoas pacientes plus, donos de uma paciência além do comum
Por maior influencia que possamos exercer, a paciência mostrar-se-á necessária no cotidiano
As máquinas, computadores e outras ferramentas podem nos deixar menos tolerantes
Tolerância e paciência caminham juntas
Às vezes penso que nos identificamos tanto com dispositivos eletrônicos etc. a ponto de achar-nos semelhantes a eles, ou esperamos comportamentos de seres humanos iguais aos esperados de um aparelho qualquer, programa e assim por diante
Ser humano é muito mais complexo, por isso imprevisível
Paciência para saber que as coisas quase nunca chegam prontas para usar, vestir, dirigir etc. Também para saber que tudo estraga, envelhece, acaba e muito mais
A mesma paciência nos relacionamentos
Ou até mesmo antes de começar um! Sim, existem os que começam acabando
Muitos quando querem conquistar alguém
Ficam afobados e sufocam o parceiro
Qual será o próximo passo dessa relação?
Paciência colega, o começo de uma amizade, ou proximidade afetiva determina muitos aspectos da continuidade dela
Muitos que reclamam dentro de uma relação antiga sinalizam carência de paciência lá no começo, pois se expuseram demais, tomaram atitudes indevidas, mostraram-se seres que não eram
Paciência ao ouvir a música Paciência de Lenine, cantor, poeta e compositor
Paciência quando não formos atendidos da maneira que esperávamos
Vale esclarecer: ser exigente não significa impaciência
Pode-se exigir pacientemente, até porque quase sempre o cumprimento da exigência irá favorecer muito mais aquele que necessita melhorar do que o individuo exigente
Opa! Olhei o relógio e lembrei-me de um compromisso
Estou dirigindo e o semáforo a minha frente não abre
Meu celular tocou, fornecedores irão atrasar o pedido
Aquele grande projeto nunca é concluído
O telefone não toca, ou toca demais
Quanto estímulo ao exercício da paciência plus
E quase sempre desperdiçamos!
A paciência torna-se mais fácil quando nos predispomos a ela
Nada mais chato do que viver ao lado de um impaciente
Geralmente são intolerantes, insuportáveis e vários outros “in” alguma coisa
Exercite a paciência consigo mesmo e depois leve para os outros
Paciência para ouvir os outros falarem, demonstração de boas maneiras
Paciência para ler o texto do Ricardo até o fim!
Esse chato que fica escrevendo sobre paciência!
Paciência tem limite, não? Se sua resposta é sim, estenda-o...
Ricardo Melo
domingo, março 22, 2009
A ansiedade de não tê-la
São 5:35 da manhã, Acabo de ver e aprovar sua primeira indicação, Um filme de fato emocionante, arrebatador, Uma verdadeira lição. São 5:36, Já passa da hora de dormir, Está perto do momento de acordar, Mas algo me deixa inquieto, O dia acabou sem ter acabado, Um dia sem a sua voz, O primeiro depois que reencontramo-nos, Se assim permite-me falar, Quando perguntasses se lembrava da primeira vez que lhe vi, Sorri discretamente e feliz, Adorei a pergunta, A resposta não poderia ser mais ridícula da minha parte. São 5:40, Lembro dos seus olhos, Do seu lindo nariz, Da escultura chamada rosto, Ainda sinto seu toque em minhas costas, Quanta inveja gerou seu carinho. 5:43, Nenhuma mensagem, Apenas o sutil som do piano, repetindo, repetindo, repetindo, Na introdução do filme, O relógio não para, Hoje se arrastou sem o sorriso, Sorriso que ofertas com sinceridade, E que desfrutei em todas nossas poucas conversas. 5:46, Um suspiro, Releio o texto que acabo de escrever, Desaprovo minha criatividade, Mas minhas mãos não param. 5:48, Um canceriano tenta se expressar, Esconde sua fraqueza, Não há o que adorar, Chegou a hora. 5:51, Fecharei meus olhos, Colocar-me-ei a sonhar, Na esperança de experimentar a sensação, Da plenitude que foi tê-la por perto, Talvez meu subconsciente oferte esse presente. 5:55, Desejo-me bons sonhos, Apago a luz, E por alguns instantes, Tudo está claro, Seus olhos ainda brilham em minha mente, Não sei mais que horas são, Sonho acordado, Uso minha imaginação, Beijo seu corpo, Acaricio sua pele, Sinto seu perfume, Perfeito, Em todo meu dia, Esse foi o instante perfeito, Mas isso será pouco após descobrir, Que o verdadeiro ato de estar com você, É mais do que perfeito, E por isso talvez, Eu não consiga dormir. 6:10.
Ricardo Melo
quarta-feira, março 18, 2009
Ruim de despedidas
Não sei se você compartilha desta sensação
Constatei a pouco que sou ruim de despedidas
Péssimo, no meu ponto de vista
Percebi isso de um jeito muito incomum
Depois relembrei de uma série de despedidas e... kabum!
Caiu o fardo em meu colo
Não falo de grandes despedidas
Aeroportos, viagens longas, mortes etc.
São aquelas comuns, corriqueiras
Todos os dias nos despedimos
Saindo do trabalho
Depois de um encontro
Numa conversa pela internet
Sim, foi numa dessas que vi o quanto falta habilidade
Compartilho porque achei que poderia ser o caso de outros
Sinto-me ligeiramente vulnerável ao dar um tchau
Mandar aquele beijinho
Um emoticon talvez
Muitas das vezes a despedida vai e volta
Como se não quisesse ter fim, um rápido jogo
Claro que com pessoas que tenho muita afinidade
Aliás, só acontece com essa premissa
Em encontros de negócios ou começo de amizade sempre é diferente
Já percebi pessoas absurdamente perfeitas nas suas despedidas
Até naquelas mais difíceis
Sempre possuem uma frase diferente
Não repetem a atitude
São naturais, incríveis
Existem aqueles chatos que sempre usam o mesmo texto
“Tchau, bom descanso”
“Ou durma bem, sonhe comigo”
Pior são os que se despedem de você
Viram-se para o lado e fazem o mesmo com outrem, da mesma forma!
A despedida deve ser personalizada
É uma separação
Mas que deixa aberta a porta para um possível retorno
Deve consolidar os bons momentos de união
Ou até mesmo apartar uma situação de cólera
A despedida pode deixar aquele gostinho de quero mais
Quem não tem habilidade faz o contrário
Acena tardiamente, aí, lá se vai o colega saturado
Despedir-se com uma piadinha pode ser fatal, nos dois sentidos
Se acertar a brincadeira, ganhou, senão...
Há aquela clássica, depois de falar muitas besteiras
“Desculpe qualquer coisa”
Ou ficou mudo durante todo o encontro e diz
“Foi um prazer”
Que prazer foi esse?!
Aquele aperto de mão de Maria-mole
A mão áspera
O abraço safado, carinho no nariz
A limpadinha no rosto, o arrumar a gola do colega
Beijo roubado, virada do rosto na hora errada
Três beijos? Dois beijos? Um beijo?
Melhor é definir a estratégia e ser convicto
Alguns saem com uma despedida em outra língua
“See you soon, adieu”...
Os políticos se despedem o tempo todo sem nem ter se relacionado diretamente
Abanando a mão e sorrindo
Opa, sorriso é parte fundamental na maioria das vezes
Despedimo-nos após uma apresentação em público
Flexionamos o tronco para frente aos aplausos
Tem aquele abraço que estala as costas
O abraço que os quadris ficam distantes, muito feio por sinal
Aquele que esmaga os seios, pior ainda
O suado, frio, ofegante, cabelo na boca, perfumado
Ahh... o perfumado é bom
Merece minhas reverências e um beijo no pescoço
Não sugiro aos homens tentar
As mulheres, todavia, sintam-se a vontade caso possuam afinidade conosco
Tem aquela despedida geral, sem passar por cada um
Saída à francesa
Têm à italiana, quando sai todo mundo feliz e parece que estão brigando
O romântico, sempre exagerando
Gentleman, que nunca erra o momento e a forma
E ainda por cima deixa as mulheres nas nuvens
Aperto de mãos dos “manos”, soquinho no fim
Na oficina, você aperta o antebraço do mecânico para não sujar a mão
Tchau
OBS: Avisei que não tinha habilidade.
Ricardo Melo
Constatei a pouco que sou ruim de despedidas
Péssimo, no meu ponto de vista
Percebi isso de um jeito muito incomum
Depois relembrei de uma série de despedidas e... kabum!
Caiu o fardo em meu colo
Não falo de grandes despedidas
Aeroportos, viagens longas, mortes etc.
São aquelas comuns, corriqueiras
Todos os dias nos despedimos
Saindo do trabalho
Depois de um encontro
Numa conversa pela internet
Sim, foi numa dessas que vi o quanto falta habilidade
Compartilho porque achei que poderia ser o caso de outros
Sinto-me ligeiramente vulnerável ao dar um tchau
Mandar aquele beijinho
Um emoticon talvez
Muitas das vezes a despedida vai e volta
Como se não quisesse ter fim, um rápido jogo
Claro que com pessoas que tenho muita afinidade
Aliás, só acontece com essa premissa
Em encontros de negócios ou começo de amizade sempre é diferente
Já percebi pessoas absurdamente perfeitas nas suas despedidas
Até naquelas mais difíceis
Sempre possuem uma frase diferente
Não repetem a atitude
São naturais, incríveis
Existem aqueles chatos que sempre usam o mesmo texto
“Tchau, bom descanso”
“Ou durma bem, sonhe comigo”
Pior são os que se despedem de você
Viram-se para o lado e fazem o mesmo com outrem, da mesma forma!
A despedida deve ser personalizada
É uma separação
Mas que deixa aberta a porta para um possível retorno
Deve consolidar os bons momentos de união
Ou até mesmo apartar uma situação de cólera
A despedida pode deixar aquele gostinho de quero mais
Quem não tem habilidade faz o contrário
Acena tardiamente, aí, lá se vai o colega saturado
Despedir-se com uma piadinha pode ser fatal, nos dois sentidos
Se acertar a brincadeira, ganhou, senão...
Há aquela clássica, depois de falar muitas besteiras
“Desculpe qualquer coisa”
Ou ficou mudo durante todo o encontro e diz
“Foi um prazer”
Que prazer foi esse?!
Aquele aperto de mão de Maria-mole
A mão áspera
O abraço safado, carinho no nariz
A limpadinha no rosto, o arrumar a gola do colega
Beijo roubado, virada do rosto na hora errada
Três beijos? Dois beijos? Um beijo?
Melhor é definir a estratégia e ser convicto
Alguns saem com uma despedida em outra língua
“See you soon, adieu”...
Os políticos se despedem o tempo todo sem nem ter se relacionado diretamente
Abanando a mão e sorrindo
Opa, sorriso é parte fundamental na maioria das vezes
Despedimo-nos após uma apresentação em público
Flexionamos o tronco para frente aos aplausos
Tem aquele abraço que estala as costas
O abraço que os quadris ficam distantes, muito feio por sinal
Aquele que esmaga os seios, pior ainda
O suado, frio, ofegante, cabelo na boca, perfumado
Ahh... o perfumado é bom
Merece minhas reverências e um beijo no pescoço
Não sugiro aos homens tentar
As mulheres, todavia, sintam-se a vontade caso possuam afinidade conosco
Tem aquela despedida geral, sem passar por cada um
Saída à francesa
Têm à italiana, quando sai todo mundo feliz e parece que estão brigando
O romântico, sempre exagerando
Gentleman, que nunca erra o momento e a forma
E ainda por cima deixa as mulheres nas nuvens
Aperto de mãos dos “manos”, soquinho no fim
Na oficina, você aperta o antebraço do mecânico para não sujar a mão
Tchau
OBS: Avisei que não tinha habilidade.
Ricardo Melo
domingo, março 15, 2009
Saudades de um breve amor
Meu breve amor
Supero o último receio para escrever-te
Sim, grave é minha situação
Tenho medo de rever-te e não reconhecer
De ouvir-te sem conseguir falar
Fostes mentindo a volta
Até agora, só fotos para relembrar
Meu coração endurece empoeirado
Ao contrário do retrato amolecido em minhas mãos
Meu breve e louco amor
Saudade guardada durante muito tempo azeda
Arde o desejo de rever-te
Disseram-me que esperança é a última que morre
Pra mim, a primeira que mata
Meu breve e morto amor
Ressuscita a chama que a distância quase apagou
Meus pulmões perderam a força
Já não acordam as labaredas do sonho anterior
Devolva-me o fôlego de mergulhador
Trazendo teu corpo apelidado oceano
Meu breve e longo amor
Esquecerei esta pausa de olhares
Este período distante
Mas o medo de ficar longe não
Sofrer tem um preço e até divido o valor
Caso contrário, encerro nosso breve contrato
Meu breve e caro amor
Sabes de um bom advogado?
Ricardo Melo
Supero o último receio para escrever-te
Sim, grave é minha situação
Tenho medo de rever-te e não reconhecer
De ouvir-te sem conseguir falar
Fostes mentindo a volta
Até agora, só fotos para relembrar
Meu coração endurece empoeirado
Ao contrário do retrato amolecido em minhas mãos
Meu breve e louco amor
Saudade guardada durante muito tempo azeda
Arde o desejo de rever-te
Disseram-me que esperança é a última que morre
Pra mim, a primeira que mata
Meu breve e morto amor
Ressuscita a chama que a distância quase apagou
Meus pulmões perderam a força
Já não acordam as labaredas do sonho anterior
Devolva-me o fôlego de mergulhador
Trazendo teu corpo apelidado oceano
Meu breve e longo amor
Esquecerei esta pausa de olhares
Este período distante
Mas o medo de ficar longe não
Sofrer tem um preço e até divido o valor
Caso contrário, encerro nosso breve contrato
Meu breve e caro amor
Sabes de um bom advogado?
Ricardo Melo
quinta-feira, março 05, 2009
Regra básica do amor
Quando acontece, simplesmente acontece
Essa é a verdade sobre o amor. Ponto.
Talvez reticências...
Por mais que use mil estratégias
Por mais que tenha experiência
O amor é inesperado, inexplicável
Quando acontece, simplesmente acontece
Quem diz que amor não tem regras está errado
Há a regra e ainda um complemento
Exemplo, dois pontos:
Se perceber que seus estímulos não possuem retorno
Que seus presentes, poemas e tentativas somente percorrem o caminho de ida
Prepare-se, pois o amor não é assim
Como disse uma grande amiga: não existe o amor de uma só mão
Ou seja, se só um ama, é porque não é amor
Na verdade, ainda não descobri um nome para isso
Mas amor, não é. Ela tinha razão
Se perceberes esse fenômeno em tempo
Transforme em amizade
Amizade, amor infinito
Muito bem definido por Machado de Assis: a amizade é como um círculo e como um círculo não têm começo nem fim
Entretanto, garanto que há grandes chances de perder o amigo e o amor
Porque houve demasiada exposição
Talvez seja tarde demais
Nem amor amigo, nem amor paixão
Amor é assim
Quando acontece, simplesmente acontece
E acontece entre dois.
Eis a regra e complemento.
Alguém prove que não, exclamação!
Ricardo Melo
Essa é a verdade sobre o amor. Ponto.
Talvez reticências...
Por mais que use mil estratégias
Por mais que tenha experiência
O amor é inesperado, inexplicável
Quando acontece, simplesmente acontece
Quem diz que amor não tem regras está errado
Há a regra e ainda um complemento
Exemplo, dois pontos:
Se perceber que seus estímulos não possuem retorno
Que seus presentes, poemas e tentativas somente percorrem o caminho de ida
Prepare-se, pois o amor não é assim
Como disse uma grande amiga: não existe o amor de uma só mão
Ou seja, se só um ama, é porque não é amor
Na verdade, ainda não descobri um nome para isso
Mas amor, não é. Ela tinha razão
Se perceberes esse fenômeno em tempo
Transforme em amizade
Amizade, amor infinito
Muito bem definido por Machado de Assis: a amizade é como um círculo e como um círculo não têm começo nem fim
Entretanto, garanto que há grandes chances de perder o amigo e o amor
Porque houve demasiada exposição
Talvez seja tarde demais
Nem amor amigo, nem amor paixão
Amor é assim
Quando acontece, simplesmente acontece
E acontece entre dois.
Eis a regra e complemento.
Alguém prove que não, exclamação!
Ricardo Melo
terça-feira, fevereiro 24, 2009
Nariz
Porque escrever sobre ele, logo o nariz?
Pode sorrir. Se me conhece ou me viu, sabe que o meu não é pequeno
Mas veja essa motivação por outro ângulo
Exceto de perfil
Entre duas bochechas, lindo e amado, encontra-se o nariz
Talvez você não perceba
Mas o nariz possui cheiro. Perfume diria.
Às vezes admiro o formato
Imagino o quão hábil é o nariz dela
Qual sua flexibilidade, textura
O que seria daquele rosto
Se ali houvesse um nariz diferente?
Alguma vez você já o tocou
Mas experimente com o dedo indicador e médio
Cruzando-os com pressão, deslizando do meio até a ponta do nariz
É uma terapia, a Terapia do nariz!
Não ligo muito para as narinas
Desde que sejam respeitosas
Sim, narinas que considerem a proporção com relação ao corpo do nariz
O corpo do nariz é todo o nariz, menos as narinas
Entre um beijo gostoso
Ninguém melhor que o nariz, cúmplice da paixão
Para estar entre as bocas
Quando aquele nariz toca, o meu nariz, meu rosto, meu corpo...
Que delícia! Um tato divino
Da pele do nariz e do ar suave lançado pelas narinas
E ainda me cheira
Várias sensações prazerosas compartilhamos nariz
Só você, só você
Como te venero
Já falei. Não! Não é porque tenho um nariz vistoso que escrevo isso
Simplesmente, amo o nariz que me faz feliz.
Ricardo Melo
Pode sorrir. Se me conhece ou me viu, sabe que o meu não é pequeno
Mas veja essa motivação por outro ângulo
Exceto de perfil
Entre duas bochechas, lindo e amado, encontra-se o nariz
Talvez você não perceba
Mas o nariz possui cheiro. Perfume diria.
Às vezes admiro o formato
Imagino o quão hábil é o nariz dela
Qual sua flexibilidade, textura
O que seria daquele rosto
Se ali houvesse um nariz diferente?
Alguma vez você já o tocou
Mas experimente com o dedo indicador e médio
Cruzando-os com pressão, deslizando do meio até a ponta do nariz
É uma terapia, a Terapia do nariz!
Não ligo muito para as narinas
Desde que sejam respeitosas
Sim, narinas que considerem a proporção com relação ao corpo do nariz
O corpo do nariz é todo o nariz, menos as narinas
Entre um beijo gostoso
Ninguém melhor que o nariz, cúmplice da paixão
Para estar entre as bocas
Quando aquele nariz toca, o meu nariz, meu rosto, meu corpo...
Que delícia! Um tato divino
Da pele do nariz e do ar suave lançado pelas narinas
E ainda me cheira
Várias sensações prazerosas compartilhamos nariz
Só você, só você
Como te venero
Já falei. Não! Não é porque tenho um nariz vistoso que escrevo isso
Simplesmente, amo o nariz que me faz feliz.
Ricardo Melo
domingo, fevereiro 22, 2009
A alegria do rimador
A maior alegria do rimador
É não achar a rima perfeita
Pois quando acontece a desfeita
Logo começa um novo texto
Para poder procurar o que rimar
Por isso, o fim desse texto não rimou.
Ricardo Melo
É não achar a rima perfeita
Pois quando acontece a desfeita
Logo começa um novo texto
Para poder procurar o que rimar
Por isso, o fim desse texto não rimou.
Ricardo Melo
A única certeza...
Minha única certeza, é que as palavras escritas por mim serão mal interpretadas.
Mulheres pensarão que sou demasiadamente apaixonado.
Mas o que farei com estes poemas aqui jogados?
Darei a elas, fontes de inspiração, esperando um fio de compreensão.
Poeta exagera.
Paga pelas palavras que te fizeram feliz quando escrevesses.
E agora te deixam sozinho outra vez.
Sei que alguns dos versos eram verdadeiros.
Agora quais? Só direi a um amor por inteiro.
Ricardo Melo
Mulheres pensarão que sou demasiadamente apaixonado.
Mas o que farei com estes poemas aqui jogados?
Darei a elas, fontes de inspiração, esperando um fio de compreensão.
Poeta exagera.
Paga pelas palavras que te fizeram feliz quando escrevesses.
E agora te deixam sozinho outra vez.
Sei que alguns dos versos eram verdadeiros.
Agora quais? Só direi a um amor por inteiro.
Ricardo Melo
domingo, janeiro 11, 2009
Blog do DeRose
Visite o blog do DeRose, dentro do site da Uni-Yôga.
Cultura, atualizações, dicas, reflexões, pensamentos etc.
Participe desta ferramenta preciosa atualizada diariamente por um grande educador.
Livro O poder do mantra, de Ricardo Melo e Caio Melo
Domingo, 11 de Janeiro de 2009 Autor: DeRose
Terminei agora a revisão do livro O poder do mantra, destes dois instrutores de Florianópolis que são um orgulho para a nossa família. Ricardo Melo e Caio Melo conseguiram reunir uma profusão de informações interessantes e importantes, muitas delas inéditas, além de inserir as letras e a partitura dos mantras. Estou ansioso para ver o livro editado. Parabéns Ricardo e Caio, parabéns Floripa, cidade que está produzindo vários livros excelentes.
Terminei agora a revisão do livro O poder do mantra, destes dois instrutores de Florianópolis que são um orgulho para a nossa família. Ricardo Melo e Caio Melo conseguiram reunir uma profusão de informações interessantes e importantes, muitas delas inéditas, além de inserir as letras e a partitura dos mantras. Estou ansioso para ver o livro editado. Parabéns Ricardo e Caio, parabéns Floripa, cidade que está produzindo vários livros excelentes.
quinta-feira, dezembro 18, 2008
domingo, dezembro 07, 2008
Minha manifestação
Querido leitor. Segue a minha manifestação com relação aos relatos ocorridos nas últimas semanas: o episódio do dito prof. de ioga que irresponsavelmente utilizou técnicas que não são do acervo milenar resultando em algo desastroso. Esta mesma resposta foi enviada aos veículos que publicaram comentários sobre o tema, a jornalistas e professores mal intencionados que aproveitaram o embalo para vender matérias e omitir opiniões tendenciosas sobre assuntos que não tinham relação com o episódio e o acusado. Profissionais, praticantes e simpatizantes já manifestaram suas opiniões e agradeço o apoio de vocês que possuem contato comigo e meu trabalho.
Fico feliz por ver uma preocupação com relação aos filhos e a busca de trabalho profissional na área do Yôga. Entretanto devemos manter o cuidado para não sair disparando acusações sem fundamento. Comecei a praticar com 16 anos. Uma época em que muitos amigos usavam drogas. Hoje os vejo, alguns bem, outros nem existem mais. Esta é a verdadeira história de muitos que mudaram os cursos da vida para um caminho melhor ao encontrar o Yôga. O lado bom é esmagador em relação ao que vem sendo divulgado nestas últimas semanas. Sou Instrutor do Método DeRose com orgulho, tenho 25 anos. Escrevo, ministro práticas, ensino com carinho e dedicação. Ajudo minha família financeiramente e todos reconhecem o esforço dos membros da Uni-Yôga. Tenho alunos inteligentes, profissionais de suas respectivas áreas, engenheiros, dentistas, bancários, auditores, advogados, empresários, escritores, gerentes e diretores de empresas etc. Todos com capacidade indiscutível de definir o que é prejudicial e o que não é. Porque então estariam conosco há tanto tempo? Obviamente trata-se de algo muito positivo em suas vidas. Fica claro que o acontecimento foi algo isolado e que devemos sempre procurar instituições sérias. Os pais devem sim saber onde seus filhos estão, não só com relação ao Yôga, mas em tudo na vida. Mal intencionados encontram-se em qualquer área profissional. Comunicação em casa é fundamental. Estimulamos os pais e familiares de nossos alunos a conhecerem as Escolas e como sempre, continuaremos com as portas abertas para que possam acompanhar o trabalho de perto. Não posso negar minha tristeza ao ver pessoas aproveitando-se destes momentos para criticar outros profissionais que não tem a mínima relação com a origem da matéria. Muitos que vivem do Yôga e fazem um trabalho sério podem ser prejudicados com uma única atitude. Este pode ser um momento de união e conscientização, mesmo com tantas diferenças entre os métodos, mas com muita maturidade e lucidez, pois estamos aqui em prol de uma herança milenar, patrimônio da humanidade que não pode ser manchado pela insanidade de uns poucos.
Um grande abraço
Ricardo Melo
Fico feliz por ver uma preocupação com relação aos filhos e a busca de trabalho profissional na área do Yôga. Entretanto devemos manter o cuidado para não sair disparando acusações sem fundamento. Comecei a praticar com 16 anos. Uma época em que muitos amigos usavam drogas. Hoje os vejo, alguns bem, outros nem existem mais. Esta é a verdadeira história de muitos que mudaram os cursos da vida para um caminho melhor ao encontrar o Yôga. O lado bom é esmagador em relação ao que vem sendo divulgado nestas últimas semanas. Sou Instrutor do Método DeRose com orgulho, tenho 25 anos. Escrevo, ministro práticas, ensino com carinho e dedicação. Ajudo minha família financeiramente e todos reconhecem o esforço dos membros da Uni-Yôga. Tenho alunos inteligentes, profissionais de suas respectivas áreas, engenheiros, dentistas, bancários, auditores, advogados, empresários, escritores, gerentes e diretores de empresas etc. Todos com capacidade indiscutível de definir o que é prejudicial e o que não é. Porque então estariam conosco há tanto tempo? Obviamente trata-se de algo muito positivo em suas vidas. Fica claro que o acontecimento foi algo isolado e que devemos sempre procurar instituições sérias. Os pais devem sim saber onde seus filhos estão, não só com relação ao Yôga, mas em tudo na vida. Mal intencionados encontram-se em qualquer área profissional. Comunicação em casa é fundamental. Estimulamos os pais e familiares de nossos alunos a conhecerem as Escolas e como sempre, continuaremos com as portas abertas para que possam acompanhar o trabalho de perto. Não posso negar minha tristeza ao ver pessoas aproveitando-se destes momentos para criticar outros profissionais que não tem a mínima relação com a origem da matéria. Muitos que vivem do Yôga e fazem um trabalho sério podem ser prejudicados com uma única atitude. Este pode ser um momento de união e conscientização, mesmo com tantas diferenças entre os métodos, mas com muita maturidade e lucidez, pois estamos aqui em prol de uma herança milenar, patrimônio da humanidade que não pode ser manchado pela insanidade de uns poucos.
Um grande abraço
Ricardo Melo
segunda-feira, outubro 27, 2008
Viver e dirigir
Olá!
Sei que você deve estar esperando pelos meus textos, entretanto, mergulhei em um novo projeto que está tomando meu tempo.
Uma velha desculpa esfarrapada...
Mas em breve todos poderão desfrutar de um novo site, muito mais completo e com recursos mais evoluídos.
Por hora, agradeço por ter formado pessoas inteligentes e refinadas, escritores, demonstradores de coreografias.
O texto dessa semana foi escrito por Caio Melo, grande companheiro e monitorado.
Aproveite e visite a página dele, paraviverbem.com.br
Um grande abraço!
Ricardo Melo
Provavelmente você dirige. Como você dirige? Rápido ou devagar? Com ou sem pressa? ... e quando ninguém está fiscalizando? Mas o que isso pode ter a ver com sua qualidade de vida?Durante a semana passada dirigi muito mais do que normalmente o faço. Entre lojas de móveis, de tintas e lugares divertidos para se curtir os dias de férias, diversos quilômetros dirigindo. Já havia percebido antes, mas em determinado ponto notei novamente como cada vez mais tenho seguido as regras de como guiar o carro. Dar setas, respeitar a distância de segurança com o carro da frente, sinalizações diversas entre motoristas e com pedestres... mas a principal, do meu ponto de vista, é o limite de velocidade. Como eu tenho respeitado o limite de velocidade!Racionalista como ainda me dou o trabalho de ser, enquanto dirigia fiquei imaginando diferentes motivos para essa mudança, já que sempre gostei de dirigir “um pouquinho mais rápido”. Dentre tantos devaneios, o que me chamou mais atenção foi o fato de que cada vez menos eu tenho motivos para correr. Menos pressa, menos ansiedade, menos angústia em querer chegar de uma vez, menos sede de fazer o relógio andar mais depressa. Não falo, agora, exclusivamente das experiências ao volante, mas sim de um posicionamento perante todas as nossas experiências de vida. Trata-se de escolher protelar a saída de casa até o último instante para correr contra o relógio (e a segurança da sua vida) para chegar a tempo no seu destino ou se arrumar um pouco mais rápido para sair um pouco antes de casa e fazer o mesmo trajeto sem pressa, sem a margem extra para erros e acidentes, sem a adrenalina e o stress de enfrentar um inimigo poderoso e intangível: o tempo. Intelectualmente todos nós escolhemos a mesma opção, mas o que você tem feito até agora?Continuando a dirigir, entrei em uma rua sem fiscalização eletrônica de velocidade. Mantive o carro dentro dos 40 Km/h exigidos pela placa. “Não tem ninguém vendo, Caio. Aproveite e corre”. Por vezes não é o medo da punição que nos mantém sociáveis e íntegros? Quantas regras, leis e convenções você seguiria tendo a certeza da impunidade? Em muitas situações talvez nós só acatemos algo para não sermos punidos. Naquele momento, dirigindo lentamente e sem pressa pela rua sem fiscalização, flagrei-me em outra condição. Experimentei a sensação de compreender, aceitar e realizar aquilo que é determinado para diminuir a quase zero a possibilidade de que alguém tivesse qualquer dano. Se um garoto cruzasse a rua correndo atrás de sua bola de futebol, eu frearia em tempo hábil. Se um carro saísse de qualquer garagem repentinamente, eu poderia desviar ou parar meu carro sem gerar acidentes ou incomodações. Pode parecer neurótico pensar em todas as situações ruins que poderiam acontecer ao simplesmente dirigir por uma rua, mas é só um exemplo do quanto algo simples como dirigir reflete nosso jeito de viver. Por vezes estamos nós, calmamente seguindo nosso caminho, e alguém fecha o caminho com seu carro apressado, buzina nervoso ou ainda dá um impaciente sinal de luz. Aí o sangue esquenta e você tem muita vontade de revidar ou perseguir o infeliz para retribuir o favor? Bem, isso será assunto para um outro dia... Nesse ponto eu já tinha subido a rampa do estacionamento no Shopping para assistir um filme no cinema e parei de pensar no assunto. Até a próxima.
Caio Melo
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