quinta-feira, dezembro 18, 2008
domingo, dezembro 07, 2008
Minha manifestação
Fico feliz por ver uma preocupação com relação aos filhos e a busca de trabalho profissional na área do Yôga. Entretanto devemos manter o cuidado para não sair disparando acusações sem fundamento. Comecei a praticar com 16 anos. Uma época em que muitos amigos usavam drogas. Hoje os vejo, alguns bem, outros nem existem mais. Esta é a verdadeira história de muitos que mudaram os cursos da vida para um caminho melhor ao encontrar o Yôga. O lado bom é esmagador em relação ao que vem sendo divulgado nestas últimas semanas. Sou Instrutor do Método DeRose com orgulho, tenho 25 anos. Escrevo, ministro práticas, ensino com carinho e dedicação. Ajudo minha família financeiramente e todos reconhecem o esforço dos membros da Uni-Yôga. Tenho alunos inteligentes, profissionais de suas respectivas áreas, engenheiros, dentistas, bancários, auditores, advogados, empresários, escritores, gerentes e diretores de empresas etc. Todos com capacidade indiscutível de definir o que é prejudicial e o que não é. Porque então estariam conosco há tanto tempo? Obviamente trata-se de algo muito positivo em suas vidas. Fica claro que o acontecimento foi algo isolado e que devemos sempre procurar instituições sérias. Os pais devem sim saber onde seus filhos estão, não só com relação ao Yôga, mas em tudo na vida. Mal intencionados encontram-se em qualquer área profissional. Comunicação em casa é fundamental. Estimulamos os pais e familiares de nossos alunos a conhecerem as Escolas e como sempre, continuaremos com as portas abertas para que possam acompanhar o trabalho de perto. Não posso negar minha tristeza ao ver pessoas aproveitando-se destes momentos para criticar outros profissionais que não tem a mínima relação com a origem da matéria. Muitos que vivem do Yôga e fazem um trabalho sério podem ser prejudicados com uma única atitude. Este pode ser um momento de união e conscientização, mesmo com tantas diferenças entre os métodos, mas com muita maturidade e lucidez, pois estamos aqui em prol de uma herança milenar, patrimônio da humanidade que não pode ser manchado pela insanidade de uns poucos.
Um grande abraço
Ricardo Melo
segunda-feira, outubro 27, 2008
Viver e dirigir
domingo, setembro 07, 2008
Yôga - pronúncia e detalhes
As diferenças entre o Yôga e a yóga não são só de pronúncia. Trata-se de duas coisas completamente diferentes, como História e estória. São divergentes as propostas, o método, a faixa etária, o clima emocional, a linguagem e o segmento cultural.
Quem gosta da yóga, dificilmente gostará do Yôga e vice-versa. A yóga é parada, o Yôga é dinâmico; a yóga é mais utilizada por pessoas idosas ou enfermas, enquanto o Yôga é para gente jovem, saudável, alegre e cheia de vitalidade.
O Yôga existe há mais de 5.000 anos e hoje está no mundo todo. A yóga só existe no Brasil e foi inventada na década de 60 por um militar carioca.
Pronuncie sempre corretamente e esclareça a quem errar na sua presença.
Trecho extraído do livro Programa do Curso Básico de Yôga,
do Mestre DeRose
segunda-feira, julho 28, 2008
Especialização para Instrutores do Método
O encontro em Curitiba, no Quality Hotel, reuniu grandes nomes, dentre eles, o presidente da confederação de Yôga, DeRose.
Foram explanados aspectos internos para melhoria do nosso trabalho em muitos aspectos.
Além disso, podemos desfrutar de momentos maravilhosos na cidade, tais como: passeios, ótimos restaurantes, (destaque para a cozinha Indiana no Swadisht) etc.
A cada evento fica mais claro o profissionalismo e maturidade de todos que participam.
Há um grande engajamento que nos proporciona uma evolução rápida e quem ganha, com certeza, é você.
Aos que nos receberam, um grande abraço e parabéns pela organização.
Espero vê-los em breve.
Um grande abraço.
Ricardo Melo
segunda-feira, julho 21, 2008
O tempo passa
Nada melhor que refletir em datas que consideramos significativas.
Prefiro aqui não me ater as reflexões da idade, experiência etc.
Mas sim, aquilo que construímos na vida e o carinho com que realizamos nossas atividades.
Durante alguns anos sempre havia aflição nas semanas anteriores ao meu aniversário.
Nada muito acentuado, porém, existia.
A expectativa por algo bom que marcasse uma data importante pra mim.
Tive festas e momentos muito especiais.
Mas neste último senti algo diferente.
Sem nenhuma esperança, tive meu melhor aniversário.
Fui surpreendido pelos meus alunos, amigos, colegas de trabalho.
Com certeza, uma das semanas mais legais da minha vida.
Esse ano foi marcado por mudanças e escolhas na minha vida. Alguns bons frutos estou colhendo e nada melhor do que um feed back como esses.
O que sei, é que tenho tratado meu trabalho com muito carinho.
Mais do que nunca, posso dizer.
Mas assim prefiro pensar.
Agradeço a cada um que me mandou um recadinho, mensagem, que jantou comigo, almoçou, tomou café, enviou E-mail, fez aula, trouxe bolo e tudo mais.
Um grande abraço.
Muito obrigado!
Foto na empresa Construtábil. São fantásticos lá. Fotógrafo: André.
quarta-feira, junho 25, 2008
A vida sem você, não é vida
Na cama derrama as lágrimas do amor,
Se você ama não adianta querer esquecer, porque é lembrar,
Amar não é só comemorar, é estar,
Ao lado, do lado esquerdo do peito,
A vida engana e às vezes da gana,
Mas a sua voz me chama e faz ver, lá, das nuvens,
O que é viver,
E pergunto-me por te conhecer,
Que vida seria essa,
Sem você?
Ricardo Melo
sexta-feira, junho 13, 2008
O chocolate na alimentação do praticante

A filosofia ancestral possui uma alimentação compátivel com as técnicas e a proposta final, o autoconhecimento. Chama-se ovolactovegetarianismo.
Entretanto o aluno iniciante, que está na primeira fase, pré-Yôga, não precisa seguir a risca esse sistema alimentar, nem nunca terá obrigação de segui-lo.
Entretanto dicas para um melhor desempenho sempre são bem vindas.
Citei no outro artigo a redução do açúcar, sal, gorduras, desenvolver a frugalidade etc.
Isso, não só para um melhor desempenho nas técnicas, mas para sermos mais longevos e saudáveis.
Há muita discondância sobre os efeitos do café, chocolate entre outras coisas. Muitas pesquisas remetem as boas consequências e outras o contrário.
Por exemplo: “Na Alemanha, onde um estudo bem conduzido levou à conclusão que o chocolate é útil no combate a pressão arterial e na prevenção de doenças isquêmicas decorrentes da elevação da pressão arterial” http://www.abcdasaude.com.br/.
São estudados diversos componentes do cacau que têm relação positiva ao combate da hipertensão arterial. Ele sozinho é amargo. mas associado ao açúcar, como no caso do chocolate, pode torna-se um grande vilão para dietas de emagrecimento e aos diabéticos.
Outro estudo diz que uma dose diária de chocolate amargo pode ajudar a reduzir os sintomas da Síndrome da Fadiga Crônica, apontaram cientistas britânicos.Pacientes que participaram de um estudo piloto realizado pela Hull York Medical School revelaram que ficaram menos cansados depois de comerem chocolate com alta concentração de cacau.
A Síndrome da Fadiga Crônica é uma condição caracterizada por uma profunda fadiga muscular após esforços físicos.
Os sintomas ainda incluem dor de cabeça, memória fraca, dificuldade de concentração, perturbação do sono e irritação.
A partir de pesquisas e estudos cada um deve escolher o que é melhor pra si e principalmente observar a reação do seu corpo após a ingestão do alimento, assimilação e o momento de eliminá-lo. Podemos buscar uma orientação de nutricionistas ou médicos em casos específicos.
O sistema alimentar do ovolactovegetarianismo não exclui o chocolate (lacto = leite). Para alguns isso parece óbvio demais, mas ressalto que muitos outros não têm consciência disso.
"O chocolate é um alimento muito nutritivo. Contém proteínas, gorduras, cálcio, magnésio, ferro, zinco, caroteno, vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12 e C. Como já dito, estudos recentes sugerem a possibilidade de o consumo moderado de chocolate preto e amargo trazer vantagens para a saúde humana, nomeadamente devido à presença de ácido gálico e epicatecina, flavonóides com função cardioprotectora. Sabe-se que o cacau tem propriedades antioxidantes. O chocolate constitui ainda um estimulante devido à teobromina, embora de fraca capacidade. O chocolate também possui cafeína e sua ingestão faz com que o corpo libere neurotransmissores como a endorfina". Wikipedia.
Como todo alimento, o excesso é prejudicial. Muito pior pode ser poluir o corpo com uma imensa vontade de ingeri-lo e não fazê-lo, pois, não queremos engordar ou algo do gênero.
Se você têm carencia de chocolate ou qualquer outro alimento, ou simplesmente come em excesso, deve buscar a orientação de um especialista.
É provável que o distúrbio tenha um vínculo com a esfera emocional e com excesso de ansiedade, que é compensado com o ato de comer.
Desmistificamos o fato de que um Instrutor de Yôga como sim chocolate. Será uma opção pessoal não comê-lo, mas não uma regra.
Nossa sugestão é saber observar-se, um dos preceitos do nosso código de ética. A partir daí, cada qual faz a sua escolha.
"Antes dos espanhóis chegarem às Américas, os astecas já conheciam o cacau. Com elas, faziam um líquido escuro que chamavam de xocoatl. Em 1502, a ilha de Guanaja, habitada pelos astecas, povo místico e religioso, recebeu a esquadra de Colombo. O navegador foi um dos primeiros europeus a provar o sabor do chocolate". Wikipedia.
Ricardo Melo
Receita - Cookie de chocolate
1 xícara de açúcar mascavo
1 xícara de açúcar
1 xícara de manteiga ou margarina
2 ovos
1 colher de sopa de açúcar de baunilha ou gotas de essência de baunilha
3 xícaras e 1/2 de chá de farinha de trigo (mais ou menos)
1 colher de sopa de fermento em pó
1 colher de sopa de bicarbonato de sódio
1 pitada de sal
1 xícara e 1/2 de aveia média
1 xícara de chocolate meio amargo em lascas ou gotas
4 colheres de sopa de nozes ou amendoim moído (opcional)
1. Na batedeira, bata os açúcares, manteiga, ovos e a baunilha por 5 minutos.
2. Pare de bater e adicione a farinha, o sal, o bicarbonato, o fermento, a aveia e o chocolate em lascas ou em gotas e por último as nozes.
3. Coloque a massa em forma untada.
4. Faça bolas pequenas e deixe distantes (5 cm) uma das outras.
5. Asse em forno com temperatura de 210º graus por aproximadamente 13 minutos.
6. Tire do forno e deixe descansar 2 minutos na forma e depois transfira para um prato.
7. Estes cookies ficam macios e saborosos.

sábado, junho 07, 2008
Um voto de admiração e o prazer de praticar
Há pouco tempo[1], fruto da sociedade capitalista, o indivíduo se transformou em alvo de consumo. Culturas, costumes, religiões etc. se transformaram e deram origem a serviços e produtos.
Empresários, comerciantes entre outros, muitas vezes são rendidos e impulsionados a falar mentiras para simplesmente sobreviver no mercado.
Aqui curvo-me aqueles que conseguiram transpor estes obstáculos e ainda fizeram deles impulso para serem alavancados a um outro patamar dentro desta selva de informações.
Existe um grande degrau que afasta os que apenas querem vender dos que possuem uma mensagem e ética para não usurpar algo nobre, independentemente da área de atuação.
Cito o exemplo de DeRose, pois o acompanho em seu trabalho, sendo Instrutor de SwáSthya e diretamente supervisionado pelo mesmo. Ele obrou para que o Yôga mantivesse sua originalidade. Batalhou para que não fossemos vendidos a uma nova ótica que, por fim, faria muitos ensinamentos permanecerem adormecidos.
Pouco consegue-se medir o quanto foi árduo este processo, que hoje está mais do que consolidado. Nosso Método está arraigado em vários países.
O mesmo não aconteceu com muitos tipos de Yôga.
Hoje, DeRose e profissionais da nossa estirpe, sustentam a seriedade e levam como lema a seguinte frase: não vendemos benefícios. Poucos teriam coragem de erguer esta bandeira.
Aqui ressalto a importância de que a prática do Yôga não deve ser focada em conseqüências e efeitos.
Deve ser impelida por amor e vontade de desfrutar tudo aquilo que está envolvido.
Claro que vamos encontrar uma série de melhorias em nossas vidas em distintas áreas. Entretanto ao encontrar a nossa família é preciso identificar-se, senão o verdadeiro conhecimento será automaticamente bloqueado em um processo inconsciente por falta de afinidade.
Acabará por ficar contente com os efeitos esplendorosos e duradouros de um Yôga legítimo, mas não verá atrás desse véu a grande revolução interna proporcionada pela alquimia de técnicas, convivência, humildade, disciplina, comportamento entre outras coisas.
Portanto, pratiquemos por prazer, pelo desafio e amor ao que escolhemos. Seja Yôga, ou qualquer filosofia. Até mesmo dança, artes marciais etc. Façamos por que gostamos.
Cada qual atingirá o nível que lhe convier, respeitando seus limites individuais.
Assim seremos mais bem sucedidos em tudo e, com certeza, pessoas mais felizes, porque não teremos a obrigação cultural de querer sugar efeitos. Mas o dever natural de estar de bem com a vida, pois é biológico e inerente a um ser saudável.
[1] Levando em consideração a história da humanidade.
quarta-feira, maio 28, 2008
Festival Internacional de Yôga em Florianópolis

Confira a programação no http://www.fest-yoga.com.br/
Como montar uma prática balanceada do Yôga Antigo
No acervo desta filosofia antiga, o Yôga, existem milhares de ferramentas e combinações. A maior compilação sobre o assunto encontra-se no livro Tratado de Yôga, DeRose, Ed. Nobel. Hoje iremos nos ater a execução dos ásanas, ou seja, as técnicas corporais.
Lembremos das características que tornam uma posição física em uma técnica corporal do Yôga. E também podemos aproveitar e observar que estas técnicas não têm relação alguma com ginástica ou Ed. física, já que o escopo é totalmente diferente, além da forma de executar etc.
1. Procedimentos orgânico (posição);
2. Respiração coordenada;
3. Atitude interior.
O procedimento orgânico precisa ser:
a. estável;
b. confortável;
c. estético.
A respiração coordenada precisa ser:
a. consciente;
b. profunda (abdominal e completa)
c. pausada (ritmada).
A atitude interior precisa ter:
a. localização da consciência no corpo;
b. mentalização de imagens, cores e sons;
c. bháva (profundo sentimento, ou reverência).
Cada item desses se subdivide em vários outros tópicos importantes. É necessário relembrar que as regras gerais foram primeiramente mencionadas pelo educador DeRose no seu livro Prontuário do Yôga Antigo. São pérolas que lhe foram desveladas através do estudo e vivência desta nobre arte. Ferramentas intrínsecas a prática que sempre existiram, entretanto não eram sistematizadas.
As regras gerais são citadas nas práticas regulares pelos Instrutores do nosso Método, visando um aprendizado sutil, que seja incorporado ao acervo de técnicas que o praticante desfruta. Elas estão explicitadas no já citado Tratado de Yôga. São mais de 15 páginas sobre o assunto.Além disso, que já vimos até agora, é sabido que algumas combinações de técnicas não são tão convenientes, algumas tem mais efeitos que outras e assim por diante. Esses ensinamentos são revelados com o tempo de magistério. Por isso a importância da presença física do Instrutor.
Voltando as técnicas corporais, podemos dividir a execução de uma prática balanceada através de dois critérios:
Leva-se em consideração o equilíbrio vertebral e a movimentação espinal;
Observa-se a força de atração da Terra e sua influência na circulação sanguínea.
Analisando o primeiro critério, temos então temos as seguintes combinações:
- Equilíbrio.
- Flexão anterior do tronco (anteflexão);
- Flexão posterior do tronco (retroflexão);
- Flexão lateral do tronco (lateroflexão);
- Torção da coluna vertebral;
- É conveniente acrescentar técnicas de força (musculares).
Unindo este primeiro critério ao segundo, vejamos que as posições mantêm o balanceamento (ver regra de compensação) e devem variar entre:
- Posições sentadas;
- Posições em pé;
- Posições deitadas;
- Inversão do corpo (invertidas).
Temos um Universo de técnicas, pois, só no Tratado de Yôga possuímos fotos de 2.000 procedimentos orgânicos sistematizados, com sua respectiva nomenclatura.
Percebe-se que apenas através da leitura desse resumo não poderemos ainda montar a nossa própria aula. Logicamente que esses valores, conceitos e teorias tornam-se inerentes a execução. Se você tem a oportunidade de praticar com regularidade com seu Instrutor revalidado e formado, poderá desfrutar desse aprendizado sem pressa.
O ministrante pode ainda criar seqüências de técnicas corporais, desenhá-las ou fotografar, e treinar com os alunos (observando tudo que vimos, entre outras coisas). Depois de ensinado o praticante é estimulado a executar sozinho. A partir daí surgem dúvidas, idéias etc. em um processo bem prazeroso de autoconhecimento e comunicação com o respectivo Instrutor.
Segue um de aulas teóricas online que tratam de diversos assuntos, entre eles os temas: regras gerais de execução e como montar uma prática balanceada.
Clique no http://www.uni-yoga.org/ e vá à web classes. Há nesse mesmo site livros e CD’s para download gratuito. Você pode usar o CD de Prática Básica - DeRose, Uni-Yôga, para realizar uma aula completa do Yôga Antigo ensinada pelo próprio codificador do Método.Em breve veremos mais informações importantes sobre o assunto.
Ricardo Melo
terça-feira, maio 27, 2008
Receitas, a série continua - Strogonoff DeRose
terça-feira, maio 20, 2008
A identificação
Muito confundida, essa filosofia engloba sutilezas que lapidam o ser em áreas recônditas e pouco estimuladas.
A identificação, nyása, é um dos artifícios do Tantra.
No Yôga Antigo traz-se à tona este processo de forma consciente, com finalidades específicas.
“A prática de nyása consiste em chegar à essência daquilo a que direcionamos o foco da atenção, levando-nos a incorporar suas respectivas características. É como se o observador se tornasse o próprio objeto observado, em uma referência a Patañjali, assim como o cristal se identifica com a cor do objeto próximo. (Yôga Sútra, I-4)”. Trecho extraído do livro Pújá, a força da gratidão, (Sérgio Santos, Ed. Nobel, 1ª edição, pág. 77).
Existem muitas formas de gerar esse processo, tais como: mantra, meditação, shiva natarája nyása (prática de identificação com Shiva Natarája, o rei dos bailarinos) entre outras.
Estas vivências devem ser acompanhadas de profissionais habilitados, formados e revalidados.
Abaixo, um pequeno texto que descreve com entusiasmo a identificação com Shiva Natarája (ver foto). Em sua estátua de bronze existem diversas referências a mitologia que envolve o criador do Yôga. Entretanto, através do nyása em nossa filosofia naturalista, busca-se a identificação com o verdadeiro Shiva, humano, que viveu e morreu, entretanto possuía seu virtuosismo que culminou na Nossa Cultura, o Yôga Antigo.
Nyása - identificação
Acima da ignorância...
Livre para uma nova experiência,
Transforma teus cabelos em rios sagrados,
A água escorre levando o véu que insiste em confundir, obliterando a luz,
Agarra o tambor e sai da roda que consome a vida,
As leis Universais deixarão de atuar...
Veste a pele do Tigre,
Sucumbe o intelecto, matéria sutil e refinada, ele não é mais o veículo do aprendizado,
Acaricia a naja que circunda teu pescoço, pois não tens o que
temer,Aberto o comando no tricuti, vê que sentidos, sentimentos, pensamentos e desejos não são idênticos ao Si,
Intui para refletir a mônada, que apenas existe e observa inerte...
Já sentes o tato da ignorância na planta do teu pé,
Agora é o momento de transmutar a consciência para as mãos assumindo o escudo que protege majestosamente a herança,
Contempla a tua libertação Ser!
Transforma-te no mito de bronze!
Imortaliza na carne o que há vivo por trás dele,
E jamais serás igual.
Ricardo Melo
segunda-feira, maio 05, 2008
A arena atual, pão e circo
Quando estou em dúvida de qual filme assistir, o ator pesa bastante. Russel é um que gosto.
A probabilidade de você ter assistido é bem grande.
“O ano é 180 e o general romano Máximos, servindo ao seu imperador Marco Aurélio, prepara seu exército para impedir a invasão dos bárbaros germânicos. Durante o combate, Máximo fica sabendo que Marco Aurélio, já velho e ciente de sua morte, quer lhe passar o comando do Império Romano. A trama onde Cômodo, filho do imperador, mata o pai, assumindo o comando do Império, não é historicamente verídica. Na verdade, Cômodo assumiu quando seu pai morreu afetado por uma peste, adquirida durante uma nova campanha no Danúbio.
Enquanto Cômodo assume o trono, Máximo que escapa da morte, torna-se escravo e gladiador, travando batalhas sangrentas no Coliseu, a nova forma de divertimento dos romanos. Máximo, disposto a vingar o assassinato de sua mulher e de seu filho, sabe que é preciso triunfar para ganhar a confiança da platéia. Acumulando cadáveres nas arenas o gladiador luta por uma causa pessoal, de forma quase que solitária e leva benefícios ao povo, submetido pela política do pão e circo.”
Esse é o ponto que queria chegar. Havia visto o filme há algum tempo, mas a percepção desta vez ficou vidrada ao Coliseu e a política pão e circo.
Foi impossível, e acredito que vários já tenham sentido o mesmo, não comparar o Coliseu ao maracanã ou qualquer outro estádio.
Duas sensações me envolvem dentro desse quadro.
a) Evoluímos razoavelmente, pois pelo menos não há matanças explícitas no campo de football.b) Infelizmente a política de controle da massa segue a mesma filosofia de tempos antigos.
Ainda nesse ano de 2008 peguei táxi antes de viajar para São Paulo. Sempre converso com o motorista. Durante o assunto profundo ele constatou que minha vida era horrível, pois eu não gostava de football.
Me preocupei muito com a minha qualidade de vida e existência naquele instante. Mentira. Fiquei com pena dele.
Colocaram uma venda aos olhos e disseram: _ vá viver, não pense muito.
Nada contra o esporte, muito menos com o indivíduo citado. Aliás, não se prenda ao exemplo em si, por favor.
O Coliseu em Gladiator é a final de campeonato. Ele suportava até 100 mil pessoas, sendo utilizado para combate de gladiadores e também, para o martírio de inúmeros cristãos.
A função era dar alegria ao povo enquanto coisas importantíssimas surgiam ou deveriam ser solucionadas. Doenças, pragas, qualidade do ensino, crianças pobres, fome etc.
Os problemas são os mesmos até hoje? Sim.Os eventos aumentavam a simpatia entre o povo e o Imperador, que lhes ofertava tanta alegria.
Penso que a forma de ver o football, pode ser mais nobre. Vê-lo por um real gosto, como diversão etc. é bonito e emocionante. Entretanto, mantendo sua consciência sã, limpa e bem atenta para não ser ele a única alegria da vida. Há coisas muito belas a serem conquistadas dentro e fora de nós.
O pão e circo continua e funciona. Contentar-se com o ensino dado em colégios, faculdades etc. sem buscar nada além disso, é viver o embotamento proporcionado pela estratégia política, é ir ao Coliseu atual.
A utilidade desses eventos, não só dos campos de football, é eficaz.
A política ainda nos trás o pão e circo. E aceitamos de braços abertos, aplaudindo e gritando – é campeão!
Não sou infeliz por não gostar do football. Mas como isso é tão gritante na TV, nas propagandas, jornais, nos bares, em casa etc. alguns se preocupam com a felicidade de quem não gosta.
Pão e circo, é a educação dada. Ultrapassada, encarceiradora da criatividade e liberdade.
E quando a política for: conhecimento e livros, ou autoconhecimento e oportunidade ou... (tem tanta coisa melhor do que aquilo!) quem serão os líderes?
É mais fácil manipular a ignorância. Mas só um ignorante gostaria de liderar outro.
Esperto são os que lideram inteligentes, e os motivam.
A esses, tiro meu chapéu e penduro as chuteiras.
Ricardo Melo

